quinta-feira, 29 de maio de 2014

Fatores de Risco da Diabetes Mellitus Tipo 1 (DMT1)

Suscetibilidade genética: Genes chamados antígenos leucocitários humanos (HLAs) são responsáveis por carregar informação para a produção de proteínas que determinam se uma célula é reconhecida ou não como parte do corpo. Combinações diferentes de genes HLAs aumentam o risco de hereditariedade da DMT1. Isso acontece porque essas combinações de genes podem levar ao não-reconhecimento das células-β do pâncreas como parte do corpo.

Essas células são responsáveis pela produção de insulina e quando não são reconhecidas, são atacadas por outras células (células T) e destruídas, ocasionando na carência do hormônio responsável pela regulação da entrada de glicose nas células.

Autoimunidade às Células-β do Pâncreas: A DMT1 só é clinicamente diagnosticada depois que a grande maioria das ilhotas de células-β no pâncreas é destruída. Essa destruição acontece por meio da apoptose, que é a destruição regulada por genes anti ou pro-apoptóticos, nível de ATP intracelular, cascatas de fosforilação e/ou fatores extracelulares como a reação direta com citocina, óxido nítrico (NO) e radicais livres vindos do Oxigênio.

Os marcadores usados para a detecção de autoimunidade às ilhotas são anticorpos que agem contra: insulina (IA), glutamato descarboxilase 65 (GAD65), antígeno insulinoma 2 (IA - 2) ou Transportador de Zinco (ZnT8). Os testes feitos com esses marcadores são confiáveis e permitem dizer que quanto maior o número de anticorpos, maior o risco de desenvolvimento de DMT1.

Fatores Ambientais: Fatores genéticos não determinam sozinhos o risco de DMT1. Dados mostram que apenas 5%-10% de pessoas suscetíveis à doença a desenvolve. Segundo um documento encontrado no site da Organização Mundial da Saúde, acredita-se que fatores ambientais podem agir como iniciadores ou aceleradores da destruição autoimune das células-β.

É sabido que o baixo ou alto risco da DMT1 é determinado por um quadro multifatorial e não por apenas um fator - infecção viral por exemplo. Os fatores mais estudados são vírus e nutrição infantil.

Dados atuais de estudos com crianças filhos de pai ou mãe com DMT1 sugerem que infecções causadas pelo vírus Coxsackie B sozinhas ou combinadas com exposição ao glúten podem levar à autoimunidade às células-β

Mas ainda estão sendo feitos estudos em maiores escalas - como o The Environmental Determinants of Diabetes in the Young (TEDDY) - para esclarecer o papel destes fatores na predisposição à DMT1, porque a literatura ainda mostra muitos resultados diferentes e até mesmo contradições com relação a fatores ambientais.

Referências
1 - Kennedy, Lee; Idris, Iskandar; Gazis, Anastasios. Solução de Problemas Diabetes. Atlas Medical Publishing Ltd.
2 - Causes of Diabetes. Disponível em <http://www.diabetes.niddk.nih.gov/dm/pubs/causes/index.aspx>. Acesso em: 15 maio 2014
3 - Regnéll, S. Eringsmark; Lernmark, Å. The environment and the origins of islet autoimmunity and Type 1 diabetes. Diabet Med. 30(2): 155–160. Fev 2013. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3552102/> Acesso em: 16 maio 2014
4 - Countdown To a Cure. Juvenile Diabetes Research Foundation International. 2006 Disponível em: <http://teddy.epi.usf.edu/documents/JDRFCountdown_Fall%202006.pdf> Acesso em: 16 maio 2014
5 - Genetics and Diabetes. World Health Organization. Disponível em: <http://www.who.int/genomics/about/Diabetis-fin.pdf> Acesso em 16 maio 2014

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Doce Desafio / UnB


Criado em 2001 sob a coordenação da Profª Drª. Jane Dullius a Universidade de Brasília desenvolve um programa que atende a comunidade diabética do DF e entorno. O programa Doce Desafio oferece orientações acerca do diabetes, realização de atividades físicas de forma orientada, segura e gratuita e permite a interação entre diferentes histórias de convívio com a diabetes. Uma equipe formada por diversos alunos nas áreas de enfermagem, nutrição, fisioterapia, medicina, entre outros, além de diabéticos que abraçaram a causa.

O processo é fácil, inicialmente se faz uma breve consulta com a equipe onde se analisa a pressão arterial, glicemia, batimentos cardíacos, alimentação entre outros e em seguida são conduzidos a uma atividade física de sua preferência, como alongamento, futebol, dança, caminhada, ginásticas entre outras, cada qual adaptada as necessidades dos participantes, sempre acompanhados por membros da equipe em um local disponibilizado pela própria Universidade.

Os atendimentos estão sendo realizados de acordo com a tabela a partir do dia 17 de Março de 2014:
  
Local
Dias
Horários
Centro Olímpico da UnB - Setor de Clubes Sul, L4 Norte
Segundas e Sextas
8h às 10h
Centro Olímpico da UnB - Setor de Clubes Sul, L4 Norte
Quartas e Sextas
14h às 16h
Ceilândia - Centro de Saúde numero 3
Terças e Quintas
8h às 10:30h
 Paranoá - No Praia(ao lado do Centro de Saúde)
Segundas
14:30h às 17h

Essa iniciativa melhora a condição de vida para os diabéticos, resgatando a doçura de viver em uma atitude memorável, merecendo assim nosso reconhecimento e gratidão.

Para mais informações acesse: http://www.docedesafio.org.br/ ou no telefone (61) 3107-2556 


sexta-feira, 23 de maio de 2014

O Início

A Diabetes é um transtorno metabólico conhecido há muito tempo, relativamente comum nos dias atuais, que assola um número crescente de pessoas ao redor do globo.  O primeiro registro sobre a Diabetes consta por volta do século IV na Índia onde se notou o sabor adocicado na urina. Em 1815 a explicação desse fato veio por meio do Doutor M. Chevreul, onde justificou que esse sabor adocicado era proveniente do açúcar presente no sangue de pessoas diabéticas, o que conduziu médicos  a experimentarem a urina dos pacientes que possuíam suspeita da doença. Nomeada inicialmente de “diabetes açucarada” é chamada atualmente de “Diabetes Mellitus”.
         O controle glicêmico no organismo é fundamental para seu bom funcionamento.Assim a glicose obtida por meio dos alimentos é transportada para o sangue e absorvida pelos tecidos e órgãos para obtenção de energia. Essa absorção se dá através de um hormônio que facilita a entrada da glicose nas células: A insulina. Esse hormônio é produzido pelo pâncreas e sua má formação leva a uma elevação dos níveis de glicose no sangue, também chamado de hiperglicemia, que se negligenciada pode causar danos graves em diversos órgãos, devido a toxicidade do açúcar no sangue. No Brasil juntamente com a hipertensão é a principal causa de complicações hospitalares e mortes.


          A diabetes não vem somente para uma idade, podendo aparecer em diferentes etapas da vida, com vários sintomas e implicações diferentes. Contudo em todos os tipos de diabetes há uma característica que as une: a poliúria (excreção excessiva de urina). Podemos simplificar os tipos de diabetes em diabetes Melito, diabetes Insipido e outras que não chegam nem a 5% de todos os casos diagnosticados. A  diabetes gestacional pode manifestar-se em ambos os tipos, tanto Mellitus como Insipido, podendo permanecer ou não após a gravidez.
A palavra mellitus é de origem latina que  significa adocicado, (característica fundamental do grupo). Tendo por base o Dicionário de Termos Técnicos de Medicina e Saúde de Luís Rey temos que Diabetes Melito é o “grupo de doenças com causas múltiplas caracterizadas por deficiência absoluta ou relativa de insulina(...)”. Sua subdivisão consiste na diabetes Tipo 1 (juvenil) e Tipo 2 (tardia).
O termo insípido, vem do latim insipidu, que significa sem sabor, tornando assim o  Diabetes Insípido menos frequente que o Diabetes Mellitus. A deficiência na produção ou no reconhecimento do hormônio antidiurético (ADH) pelo organismo incapacita a atividade renal de concentrar a urina, tornando-a muito diluída, ou seja, “sem sabor”. Suas subdivisões abrangem o Diabetes Insípido Nefrogênico e o Diabetes Insípido Central ou Neuro – hipofisário.
Atualmente no aspecto clínico, existem diversos meios de detecção dessa doença levando a pesquisa de possíveis tratamentos. O tratamento tradicional consiste na administração regular e individualizada de insulina, ingestão de medicamentos orais, mas há também alguns tratamentos como terapia celular com células tronca, considerados inovadores. 

Referências:

REY, Luis. Dicionário de Termos Técnicos de Medicina e Saúde. Editora Guanabara Koogan; 2ª edição - 2012
Pagina acessada: http://drauziovarella.com.br/diabetes/diabetes/ em 17/05/2014
Pagina acessada: http://pt.wikipedia.org/wiki/Diabetes_insipidus em 17/05/2014



Postado por : Julia Ramos

domingo, 11 de maio de 2014

Quem somos

Somos alunos da disciplina Bioquímica Fundamental da Universidade de Brasília. Criamos esse blog para explanar de forma diversificada e mais completa uma doença que afeta muitas pessoas ao redor do mundo, a diabetes. Temos a pretensão de explorar esse tema sob pontos de vista fármaco, químico e biológico, exibindo uma nova face da diabetes a você, meu caro(a) leitor(a).