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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Diabetes e Alimentação

A diabetes é uma doença caracterizada pelo alto nível de glicose no sangue, que pode ser uma consequência de resistência à insulina, destruição autoimune das células-beta do pâncreas ou a combinação desses dois fatores (ver posts sobre fatores de riscos e causas das diabetes tipo 1 e 2).


A alimentação é muito importante no tratamento dessa doença, pois dependendo dos alimentos que comemos, o quadro de diabetes pode ser revertido. E no caso de uma pessoa com pré diabetes, ela pode evitar de se tornar diabético apenas alterando a composição nutricional de suas refeições.


Os carboidratos são os grandes vilões da diabetes. Ao ingerir alimentos ricos nessas moléculas o corpo libera o hormônio insulina, cujo mecanismo age desfosforilando as enzimas da via de degradação de lipídios e assim tonando a lipólise e beta-oxidação menos ativas. Também como consequência do seu mecanismo de ação, a insulina estimula a via de síntese de triglicerídeos (lipogênese), o que gera o aumento de gordura visceral (aquela contida no tecido adiposo). O acúmulo dessa gordura leva a um conjunto de distúrbios conhecidos como síndrome metabólica, que leva à resistência à insulina. Com a resistência à insulina a glicose no sangue aumenta cada vez mais, e por sua vez, o aumento de glicose aumenta a resistência à insulina formando um círculo vicioso.


A glicose é altamente tóxica no sangue, e essa toxicidade ataca as células-beta do pâncreas (células produtoras de insulina), então podemos concluir que a hiperglicemia também é responsável pelo mau-funcionamento dessas células.


Seguindo esse raciocínio fica óbvio que a melhor dieta para um diabético é uma dieta livre de carboidratos. O melhor exemplo é a Dieta Low-Carb e Paleolítica, que consiste em uma alimentação rica em gordura e livre de grãos, açúcar, lactíneos, e alimentos processados. O nome da dieta se refere ao período anterior à agricultura, quando não havia fontes de carboidratos.


Na Dieta low-carb/páleo os alimentos consumidos são: carnes, peixe, ovos (fontes de proteína), vegetais (exceto raízes, por serem ricas em carboidratos) e gorduras naturais (coco, azeite de oliva, manteiga). Podem ser consumidas frutas, mas apenas as que não contém muita frutose, como as frutas vermelhas. Lactínios também são abolidos poque a lactose é um carboidrato, mas os derivados fermentados podem ser consumidos (iogurte natural, queijo, coalhada, manteiga) pois no processo de fermentação a lactose é consumida por bactérias.
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Estepe.jpg

Agora vamos aos benefícios metabólicos da dieta: a não-ingestão de carboidratos faz com que a insulina não seja requerida, então seu nível continua baixo. Em decorrência, as enzimas da lipólise e beta-oxidação permanecem fosforiladas e portanto ativas, forçando o organismo a obter energia através da queima de gordura. Com o nível baixo de insulina a lipogênese também não vai ser estimulada, impedindo o aumento de gordura no tecido adiposo. A queima de gordura leva então à diminuição de massa gorda e consequentemente dos fatores que causam a síndrome metabólica. Assim a resistência à insulina pode ser evitada ou revertida.


Outra característica importante da dieta low-carb é a diminuição da fome, por meio de hormônios como o peptídeo Y. Isso ajuda ainda mais no estímulo da queima de gorduras, fazendo com que o organismo consuma até 500 calorias de gordura corporal por dia.


Durante anos a gordura foi tida como a vilã das doenças ocasionadas pela síndrome metabólica. Mas recentemente a revista Time publicou uma edição (em junho de 2014) que desmente a crença de que os lipídios são o que há de mais errado na alimentação ocidental.
fat-cover.jpg
http://timedotcom.files.wordpress.com/2014/06/fat-cover.jpg?w=560


João Pedro de Souza


Referencial Bibliográfico:


Blog Dieta Low-Carb e Paleolítca. Dr. José Carlos Souto
<http://lowcarb-paleo.blogspot.com.br/>

sábado, 21 de junho de 2014

Drogas no Tratamento de Diabetes Mellitus Tipo 2

Medicamentos para o tratamento da DM2 

A diabetes mellitus não é somente uma doença, mas um conjunto de distúrbios que podem ocasionar tal quadro. Por esse motivo, adotam-se vários tipos de medicamentos para tratá-la, visto que não existe somente um tipo de diabetes. Entre as principais estão: a diabetes mellitus tipo 1 (DM1) , diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e a diabetes gestacional. 

Os medicamentos diferem-se pelo tipo de distúrbios associados com efeitos e dosagens diferentes, dependendo da necessidade de cada organismo. Veja a tabela abaixo: 

(MEDICAMENTOS ORAIS-DM2)

Nome comercial 
Nome Genérico 
Classe e Como funciona 
Observações 

Precose  
Glyset 

acarbose  
miglitol 
Inibidores da alfa-glicosidase  
Diminuem a digestão e absorção de carboidratos no intestino  
delgado a fim de diminuir o aumento da glicose no sangue após as  
refeições 
Tomar em cada refeição ao começar a  
mastigar. Pode causar diarreia e gases 
Glucophage ou Glifage 
Glucophage  
XR ou Glifage XR 
Riomet  

metformina  
metformina – liberação  
prolongada  
metformina (líquida) 
Biguanidas  
Diminuem a produção de glicose no fígado. 
Podem inicialmente causar enjoo, diarreia; a  
tolerância geralmente aumenta com o correr  
do tempo. Não são utilizados quando a  
função renal estiver deficiente.  

Starlix  
Prandin  
nateglinida  
repaglinida 
Meglitinidas  
Remédios com efeito de curta duração que aumentam a secreção  
de insulina na hora da refeição. 
Tomar logo antes das refeições. Pode  
também ser necessário tomá-los antes de  
lanches substanciais: consulte o seu  
provedor de assistência médica 

Amaryl  
Glucotrol  
Glucotrol XL  
Micronase, Diabeta  
Glynase PresTab 
Glimepirida  
Glipizida  
Glipizida – longa duração  
Gliburida  
  
gliburida (micronizada) 
Sulfonilureias  
Remédios com efeito de longa duração que estimulam o pâncreas a  
secretar insulina.  
Não pule nem atrase as refeições; deixar de  
comer aumenta o risco de hipoglicemia  
(baixo nível de açúcar no sangue). 
ACTOS  
Avandia 

pioglitazona  
rosiglitazona  
Tiazolidinedionas  
Aumentam a sensibilidade do organismo à insulina. 
Demora de 4 a 6 semanas para notar os  
efeitos sobre o controle da glicose no  
sangue. Insuficiência cardíaca congestiva  
pode ser uma contraindicação para seu  
uso 
Januvia  

sitagliptina 
Inibidor de DPP 4  
Aumenta o nível do hormônio intestinal GLP-1, resultando em maior  
secreção de insulina, menor produção de glicose no fígado e  
retardamento do esvaziamento gástrico.  
Os efeitos colaterais podem incluir infecção  
nas vias respiratórias superiores, dor de  
garganta, diarreia. 
Glucovance  
Avandamet  
Metaglip  
Avandaryl  
DuetAct  
Janumet 
metformina + gliburida  
 metformina + rosiglitazona  
 metformina + glipizida  
 rosiglitazona + glimepirida  
 pioglitazona + glimepirida  
sitagliptin + metformina  
sitagliptina + metformina 
Combinações de medicamentos  
Estas são combinações de medicamentos listados acima. Ver as  
observações acima sobre como os medicamentos funcionam  
isoladamente e os respectivos comentários 


 (ME
Apesar de existir medicamentos diversificados para o tratamento da DM2, eles apresentam atuação semelhante e a mesma finalidade, a qual é a de diminuir o nível de concentração de glicose no sangue. Porém, os efeitos colaterais são diferentes, possivelmente por causa dos diferentes organismos e pelas várias combinações de medicamentos. 

Maristela Santos